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Conclusão
Festa
|
Teatro Carlos Alberto
|
Sala Principal TeCA
|
sábado | 31 out 2026 | 19:00
Sector
P. Un.
Livres
Plateia
12,00€
77
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Caravana
Teatro Nacional São João
de João Luís Barreto Guimarães
Posfácio, Vera San Payo Lemos
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Lulu - Espirito da Terra/Caixa de Pandora
Teatro Nacional São João
de Frank Wedekind
tradução de Aires Graça
A Lulu de Frank Wedekind (designação corrente do conjunto de duas pecas, Espírito da Terra e A Caixa de Pandora, que nem sempre se associaram do mesmo modo) não surge por acaso, pela primeira vez representada em Portugal, mais de um século depois das suas muitas e acidentadas versões e encenações originais. A peca fecha (ate ver) um ciclo de espetáculos de Nuno M. Cardoso iniciado com Gretchen, de G¬¬oethe (2003), e continuado com Emilia Galotti, de Lessing (2009). Três peças que, em registos muito diferentes, colocam em cena tensões e contradições provocadas pelo choque entre a pulsão libidinal do desejo e do sexo, a ordem (patriarcal e burguesa) instituída e a pulsão de morte que atravessa o destino, alimenta a força de decisão ou se esconde no inconsciente das três protagonistas femininas destas peças. A Lulu de Wedekind representará o clímax desta tradição dramática alemã, que nasce com o dealbar da ideologia burguesa emancipatória de meados do século XVIII e culmina nos ambientes urbanos, decadentes e híbridos, da fase avançada do capi-talismo moderno de finais do século XIX, com as marcas do niilismo nietzschiano a irromper por todo o lado num tecido social aparentemente sólido, mas de facto puído e esburacado. Do posfácio de João Barrento
Lulu - Espirito da Terra/Caixa de Pandora -
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Falhar Melhor, A Vida de Samuel Beckett
Teatro Nacional São João
de James Knowlson
tradução de Fernando Villas-Boas
Tão esquivo à exposição pública quanto obsessivamente devotado à escrita, Samuel Beckett foi um dos maiores escritores do século xx. As suas peças transformaram para sempre aquilo em que o teatro viria a tornar-se. A sua vida, minuciosamente descrita neste livro, mostra como o homem se transformou no mito.
Falhar Melhor, A Vida de Samuel Beckett -
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Longa Jornada Para a Noite
Teatro Nacional São João
de Eugene O'Neill
tradução e prefácio de Luísa Costa Gomes
Eugene ONeill compôs esta "peça de antigas penas, escrita a lágrimas e sangue" entre 1939 e 1941, mas Longa Jornada Para a Noite só seria publicada e representada postumamente, em 1956, a pedido do autor. Texto-testamento ou peça-exorcismo, como se ONeill fizesse suas as palavras de Jamie, um dos quatro membros da família Tyrone: "Não consigo esquecer o passado. Esse é que é o inferno." Longa Jornada Para a Noite é um dos mais poderosos retratos teatrais da família disfuncional, obra central da dramaturgia psicológica moderna. Acorrentados uns aos outros por sentimentos de rancor, culpa e recriminação, os Tyrones são criaturas a um tempo vulneráveis e implacáveis, sarcásticas e melancólicas, gagas e eloquentes. "Gaguejar é a eloquência nativa da nossa gente, o povo do nevoeiro."
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O REI LEAR (Bilingue)
Teatro Nacional São João
de William Shakespeare
tradução e prefácio de António M. Feijó
Escrita entre 1603 e 1606, O Rei Lear é uma tragédia tardia de Shakespeare. A acção decorre na corte de um rei, num momento crítico de transição dinástica, em que os domínios pessoal e político se tornam indistinguíveis. Um pai decide partilhar os bens pelas três filhas e faz
depender essa divisão de uma declaração de afecto de cada uma delas. A sua cegueira face à recusa da mais nova, e ao seu "nada", desencadeia uma parada de horrores, uma violência de feras. A intensa crueldade que esta peça põe em cena só encontra par na eloquência rara com que o jogo passional é exposto. "O arco está recurvo e tenso: afasta-te da flecha", diz Lear a Kent, quando o conflito se revela. Esta imagem de uma flecha desferida, cujo desfecho não depende só de quem a desfere assim como o fim de um acto se pode revelar catastrófico para o seu agente ou para outrem , expressa a insondabilidade da conduta humana.
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Rosencrantz e Guildenstern Estão Mortos
Teatro Nacional São João
de Tom Stoppard
tradução e prefácio de João Paulo Esteves da Silva
Rosencrantz e Guildenstern, personagens secundárias no Hamlet de Shakespeare, passam a personagens centrais na peça de Tom Stoppard; centrais e, quase que abusivamente, sempre presentes em cena, sem deixarem, ainda assim, de ser secundárias, subalternas, derivadas. é este o jogo e o gozo da escrita teatral de Stoppard. Gozo que não terá sido totalmente puro e inocente, antes contendo uma certa dose de maldade, talvez a necessária para que o jovem escritor tinha 29 anos em 1966, quando a peça se estreou se pudesse afirmar face ao dramaturgo dos dramaturgos. Do prefácio, João Paulo Esteves da Silva
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Impressão: Nova Identidade Visual do TNSJ
Teatro Nacional São João
Cadernos do Centenário/5
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SUÉCIA
Teatro Nacional São João
de Pedro Mexia
prefácio de Jacinto Lucas Pires
posfácio de Pedro Mexia
Verão de 1976. Aproximam-se as eleições que ditaram o fim do consulado social-democrata na Suécia. Numa ilha de Estocolmo prepara-se o casamento de Monika, filha de Egerman, um intelectual desencantado com o modelo sueco. Dois regressos inesperados vão desencadear questões latentes sobre as ilusões do passado. Intrigado por "uma certa ideia" da Suécia como paraíso (perdido?), Pedro Mexia joga com a mitologia que dela nos chegou do cinema, do teatro ou da música. Peça de câmara, com os seus solos e duetos, Suécia convoca um elenco paralelo de autores que a assombram, com destaque para Bergman. É conduzida por uma leveza de comédia screwball, onde se insinua a gravidade de ecos de Strindberg, Ibsen e Tchékhov. A família, a felicidade, a ligação entre o pessoal e o político são ideias em circulação num pingue-pongue verbal que materializa a ideia de jogo que a move. "E a felicidade é isso? Isso o quê? O peixe ou o isco? Não querer nada. Ou querer pouco.
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Noite de Reis ou Como Lhe Queiram Chamar
Teatro Nacional São João
de William Shakespeare
tradução, prefácio e notas de António M. Feijó
Uma rapariga disfarça-se de pajem e intercede, junto de uma mulher, em nome de um homem.
A este nó central enreda-se um entrecho secundário, dramatizando-se assim uma teia de deliberados logros sobre a circulação do desejo. Shakespeare tece esta comédia sob uma "luz terna e lenta", mas não esconde linhas de sombra, que tanto sublinham a "sexualidade cansada" das suas personagens como a indecidibilidade da verdade. Diz o bobo: "A verdade não a posso expor sem palavras, e as palavras tornaram-se de tal modo falsas, que me repugna travar-me de razões com elas." Peça contemporânea de Hamlet, Noite de Reis faz da sua "imponderabilidade mozartiana" um contraponto à natureza sanguínea das grandes tragédias do autor. A tradução, originalmente feita para a encenação de Ricardo Pais, é de António M. Feijó, que a reviu para esta edição.
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Um Sonho
Teatro Nacional São João
de August Strindberg
tradução e prefácio de João Paulo Esteves da Silva
Escrita em 1901 e levada à cena em 1907, Um Sonho é uma das obras mais revolucionárias de August Strindberg. O dramaturgo sueco enfrenta e resolve aqui um paradoxo: representar a forma incoerente mas aparentemente lógica do sonho. As personagens tomam corpo, dissolvem-se, reconstituem-se. Abandonam a cena para reentrar logo a seguir num outro tempo e lugar. Tudo pode acontecer, tudo é possível e provável neste arsenal de aparições. No prefácio, João Paulo Esteves da Silva (músico, poeta, tradutor) fala-nos de "quadros de vida que se sucedem segundo uma musicalidade onírica". Mais: "É possível encontrar ecos formais de técnicas de composição musical, como a repetição integral ou variada do mesmo motivo, desenvolvimentos, refrães e até uma alusão à forma sonata, se considerarmos que o segundo tema, A entrada da ópera, se repete no final na mesma tonalidade do primeiro tema, O castelo crescente." Sonhos rasgados, um castelo em chamas, "um botão em flor explode num crisântemo gigante", ouve-se música. "Chiu! Os ventos ainda cantam!"
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Primavera Selvagem
Teatro Nacional São João
de Arnold Wesker
tradução e prefácio de Ana Luísa Amaral
A peça tem três personagens: Gertie Matthews, uma actriz, Samson Martin, um arrumador de carros de dezanove anos, e Kennedy Phillips, assistente de direcção da companhia de teatro, com cerca de trinta anos. Há ainda uma quarta personagem, nomeada e presente na acção da peça, mas invisível para o público, e sem direito a falas: Tom, o filho adoptivo de Gertie, que irá morrer no final do primeiro acto, naquela que é a mais pungente cena de toda a peça. Todas as personagens são vítimas de um qualquer tipo de discriminação: Gertie porque é mulher, Samson e Kennedy porque são negros, e Tom porque é portador de trissomia 21. A problemática da discriminação está presente ao longo de toda a peça, na consciência do papel que a linguagem desempenha na perpetuação de estereótipos e na manutenção de ideologias. O mesmo é dizer na consciência de como a linguagem faz e desfaz o mundo.
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As Criadas
Teatro Nacional São João
de Jean Genet
tradução e prefácio de Luísa Costa Gomes
Obra primeira, inaugural do transbordar de variantes na escrita dramática de Genet, As Criadas (1947) trata de um delito cismado, sonhado, ritualizado como uma missa negra. Duas criadas irmãs congeminam o homicídio da sua patroa, entregando-se a uma espiral de jogos de representação, espaço cerimonial de um sacrifício. Em 2016, instigada pelo encenador Simão do Vale Africano, Luísa Costa Gomes traduziu pela primeira vez em Portugal a "versão Genet", aqui publicada, que difere da chamada "versão Louis Jouvet", o texto da primeira encenação dAs Criadas, tornado canónico nas inúmeras representações da mais representada das peças do dramaturgo francês. Conta Genet que, na altura da estreia, um crítico de teatro fez notar que as verdadeiras criadas não falam como as da sua peça. "Pretendo o contrário", replicou. "Porque se eu fosse criada falaria como elas. Em determinadas noites. Porque as criadas só falam assim em determinadas noites."
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sábado | 31 out 2026 | 19:00
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